The Star: “Bebe Rexha está finalmente pegando o holofote para ela mesma”

The Star: “Bebe Rexha está finalmente pegando o holofote para ela mesma”

O site The Star entrevistou Bebe Rexha e o resultado foi maravilhoso! Ela falou sobre as suas colaborações, a sua turnê e mais. Confira:


A compositora por trás de hits de Eminem, Rihanna e Selena Gomez entra em turnê para promover o seu EP.

Depois de uns anos nos bastidores e servindo de colaboradora, Bebe Rexha está finalmente pegando o holofote para ela mesma.

A nativa do Brooklyn de 27 anos está embarcando em sua primeira turnê depois de aparecer com seus vocais com músicas de Nicki Minaj e David Guetta.

Mas foram suas composições que elevaram ela, lançando sons com Selena Gomez, Nick Jonas, Iggy Azalea e mais importante, Eminem e Rihanna que Rexha escreveu “The Monster”, música que foi um hit número 1 em 2013.

Lançar um smash hit daquela magnitude permitiu que Rexha embarcasse em independência criativa.

“Com The Monster, acho que as pessoas começaram a me respeitar mais, permitindo que eu tomasse controle no estúdio, e me vendo como igual, ao invés de me mandarem o que fazer.”

Compor não era algo que a filha dos pais albaneses pretendia focar enquanto estava no ensino médio em Staten Island.

“Para ser bem honesta, eu queria ser só uma cantora” Disse Rexha. “Mas eu conheci uma mulher chamada Samantha Cox (uma executiva da organização BMI) e ela me disse ‘Eu trabalho em royalties e ajudo compositores a fazer seu dinheiro quando suas músicas são tocadas no rádio. Você precisa focar nas composições porque no futuro irá lhe dar muito mais poder na sua vida artística.’ Eu não entendi na época, eu achei que ela estava apenas tentando me parar, mas ela meio que me forçou a compor e eu me apaixonei por isso. Agora eu acho que foi a melhor decisão.”

Na verdade, a escrita de Rexha serviu para começar sua carreira: ela tem co-escrito todos os hits que ela foi convidada, começando com a sua colaboração top 10 de Cash Cash em Take Me Home, um hit no U.S.; Hey Mama com David Guetta, Nicki Minaj e Afrojack e In the Name of Love com Martin Garrix.

Ano passado, Rexha atingiu um novo patamar com G-Eazy e Me, Myself & I: foi a décima música com mais streams no planeta com mais de 220 milhões de pessoas ouvindo em plataformas digitais como Spotify e iTunes.

“Eu não acho que estaria aonde estou se não fosse por minhas composições” Rexha desabafa. “Como performer, eu era mais bonita? Não. A melhor dançarina? Não. Eu tinha conexões? Não. Minha família era rica? Não mesmo. Eu acho que você precisa conhecer alguém na indústria ou ser de um certo modo, é muita sorte.”

“Enquanto você escreve músicas, você está essencialmente em controle, porque se você faz a arte que pessoas gostam isso te coloca em uma posição diferente que esperar e atualizar seu email a cada 5 minutos, torcendo para que a gravadora ou alguém irá lhe mandar uma canção que irá mudar a sua vida. Isso, pra mim, é um pouco apavorante e arriscado. Prefiro escrever minhas próprias músicas.”

Essa não é a primeira vez de Rexha: em 2010 ela formou uma banda chamada Black Cards com o baixista do Fall Out Boy Pete Wentz, fizeram uma turnê mundial porém abandonaram o projeto quando uma álbum prometido não se materializou.

“A música não era boa o suficiente: não conectava” Diz Rexha. “Todas as estrelas não se alinharam.”

As estrelas parecem estar se alinhando agora. Suas músicas No Broken Hearts feat. Nicki Minaj, I Got You e sua colaboração mais recente com G-Eazy F.F.F., acumularam milhões de visualizações no Youtube.

Rexha diz que F.F.F. (Fuck Fake Friends) pode não ir muito bem nas rádio por contar do uso repetitivo da palavra Fuck, mas ela diz que a linguagem forte é garantida.

“Escrevi essa música quando eu estava muito chateada. Eu estava morando em L.A. e estava brava eu tinha tantos amigos que me deixaram. Foi um momento real na época, e foi assim que eu reagi a isso.”

Ao ser perguntada se o uso da palavra Fuck é mais aceitável nas músicas hoje em dia, Rexha diz que “depende do contexto”.

“O ramo musical mudou, estamos em um mundo diferente agora. Eu falo palavrão o dia todo, sem parar: é quem eu realmente sou. Não estou me mudando. Não tenho 17 anos. Tenho 27. Eu acho que depende do quão verdadeiro é para você. As pessoas são mais inteligentes do que achamos que são. Eles sentem quando você está tentando ser alguém que você não é.”

Uma coisa que não mudou no ramo musical é o trabalho duro, com Rexha alternando entre a estrada e o estúdio (outro EP de 7 músicas, All Your Fault: Pt. 2, será lançado em abril.)

“Estou trabalhando no mínimo 300 dias no ano” Disse Rexha, mas ela não está reclamando.

“Quero continuar escrevendo músicas e continuar minha turnê e continuar construindo minha fã base, fazer mais arte. É como sucesso: ser capaz de fazer o que você ama.”

Tradução: Vinícius, equipe Rexha Brasil



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